Category Archives: Personalidades Politicas

Piero Gobetti

Piero Gobetti (19 de junho, 1901 – 15 de fevereiro, 1926) foi um jornalista italiano, intelectual e liberal radical. Piero Gobetti, foi um militante activo e crítico do governo fascista de Benito Mussolini. Iniciou a sua vida académica na Universidade de Turim, no curso de Direito. Foi durante essa época que criou, a sua própria revista, à qual deu o nome de Novas Energias, apelando simultaneamente à renovação cultural.
Inspirando-se na filosofia idealista de Benedetto Groce, Gobetti identificou a mudança cultural, com uma transformação espiritual que uniria vida pública e privada. Ele também dedicou-se a outras causas, como a reforma educacional e as votações para as mulheres.
Em 1920, Gobetti foi influenciado por Antonio Gramsci, colega ex-comunistas e editor do L’Ordine Nuovo ( “Nova Ordem”). Gramsci foi o principal intelectual durante a agitação proletária em Turim, em 1919-1920 que levou à ocupação de fábricas, em Setembro de 1920. Inspirado pelo movimento operário, liderado por Gramsci, Gobetti desistiu da sua Revista Novas Energias, a fim de dedicar-se a este novo compromisso.

Em 1922, ele começou a publicar uma nova Revista, La Rivoluzione Liberale ( “Revolução Liberal”). Aqui, ele expôs uma versão distinta do liberalismo, concebida como uma filosofia de libertação, em vez de uma doutrina do partido. Profundamente comovido com a revolução russa, que ele entendeu como um êxito liberal, Gobetti concebeu a classe operária como o assunto principal de uma revolução liberal. Na tentativa de retomar as fábricas, argumentou ele, os trabalhadores manifestaram o desejo de autonomia e liberdade colectiva que poderia renovar a Itália. Gobetti foi também muito atento aos perigos do partido fascista de Mussolini, que entrou no governo em Outubro de 1922. Enquanto os liberais conservadores esperavam para fazer uso temporário da popularidade de Mussolini, a fim de restaurar o Parlamento, Gobetti reconheceu a orientação despótica do fascismo. Ele alegou que o fascismo representou a ‘autobiografia da nação’, um acréscimo de todos os males da sociedade italiana. Em particular, o fascismo continuou uma tradição política de compromisso, absorvendo os opositores políticos ao invés de permitir que o conflito se pudesse expressar abertamente. Liberalismo, segundo ele, era anti-fascista, na medida em que, por sua conta, ele reconheceu que a liberdade foi conseguida através da luta e do conflito.
No final de 1924 Gobetti também começou a editar uma revista de cultura literária europeia intitulada Il Baretti. Ele usou a revista para colocar em prática a sua ideia de que o povo italiano pudesse aprender a rejeitar o carácter segregacionista da cultura fascista por meio de uma educação de cultura europeia.
Pela sua persistente oposição ao fascismo, as revistas de Gobetti foram encerradas por fascistas. Ele foi espancado em 1925 e fugiu para Paris no início do ano seguinte. Morreu lá em Fevereiro de 1926, sendo posteriormente sepultado no cemitério de Pére Lachaise. Depois da sua morte, e apesar dos seus poucos manuscritos, Gobetti tornou-se símbolo da luta contra o fascismo. Inspirando grandes liberais, como Norberto Bobbio.

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Cinco anos depois da morte de Yasser Arafat

Faz hoje cinco anos que o líder da OLP e primeiro  Presidente da Autoridade da Palestina Yasser Arafat, faleceu. Cinco anos depois nada mudou, a Palestina continua asfixiada territorialmente, culturalmente e economicamente por Israel. Internamente a Palestina vive fragmentada pela rivalidade entre o Hamas e Fatah (que era o Partido de Arafat), na luta pelo poder. Com a sua morte, a causa palestiniana, perdeu muita da importância na Comunidade Internacional, que existia antes da sua morte.

A liberdade para Aung San Suu Kyi!

Foi com esperança e ânimo, que registei, a recente  aparição pública da líder da oposição birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, que está em prisão domicilária desde 1988 com alguns interregnos pelo meio, pela junta militar, que governa despoticamente os destinos país, desde 1962. Mesmo em cativeiro, Aung San Suu, acredita que a sua luta acabará por vencer, e a democracia voltará ao seu país. Eu também acredito, que será possivel, a democracia ganhar na Birmânia.  

Choque de Titãs

José Martí

José Julián Martí Pérez, ou “El apóstol”, como era conhecido em Cuba, nasceu a 28 de Janeiro de 1853, em Havana, foi político, escritor, jornalista, filósofo, poeta, fundador do Partido Revolucionário Cubano (PRC) e um dos principais responsáveis da Guerra de 1895 ou Guerra necessária. Seu pensamento transcendeu as fronteiras de Cuba para adquirir um carácter universal. Filho de pai espanhol e mãe natural das Ilhas Canárias, José Martí foi o grande mártir da Independência de Cuba em relação à Espanha.
Desde os seus tempos de juventude, José Martí, demonstrou sempre, preocupação pelas questões sociais e políticas, existentes em Cuba, influenciado pelas ideias independentistas de
Rafael Maria de Mendive, seu professor no liceu de Havana, inicia sua participação política escrevendo e distribuindo jornais com conteúdo separatista no início da Guerra dos Dez Anos. Em 1869, com apenas dezasseis anos, publica uma folha impressa separatista, “El Diablo Cojuelo”, é o primeiro e único número da revista “La Patria Libre”, no mesmo ano passa a distribuir periodicamente, um manuscrito intitulado “El Siboney”, pouco tempo depois, é preso e processado pelo governo espanhol por estar de posse de papéis considerados revolucionários, é condenado a seis anos de trabalhos forçados, mas passa somente seis meses na prisão. Em 1871, com a saúde debilitada, a sua família consegue a sua absolvição e obtém a permuta da pena original pela deportação para Espanha. Na Espanha, Martí publica, naquele mesmo ano, seu primeiro trabalho de importância: “El Presidio Político en Cuba”, no qual relata as crueldades e os horrores vividos no período em que esteve na prisão. Nessa obra já se encontrariam presentes o idealismo e o estilo vigoroso que tornariam José Martí conhecido nos círculos intelectuais de sua época. Mais tarde dedica-se ao estudo do Direito, obtendo o doutoramento em Leis, Filosofia e Letras na Universidade de Saragoça em 1874. Em 19 de Maio de 1895, José Martí é atingido pelas tropas espanholas em Vilarejo de Dos Rios, acabando por falecer, o seu corpo, é mutilado pelos soldados espanhóis, e exibido à população, sendo sepultado na cidade de Santiago de Cuba, em 27 de Maio do mesmo ano.