Category Archives: Direitos Humanos

A"avó" do movimento feminista nos EUA, morre aos 98 anos

Assistente social de formação, Dorothy Height começou a sua luta pelos direitos civis e a igualdade de sexo na década de 1930, actuando para evitar os linchamentos, proibir a segregação nas Forças Armadas dos EUA, reformar o processo penal e promover o livre acesso a instituições públicas no País. Dorothy Height foi possivelmente a mulher mais influente nos altos escalões de liderança dos direitos civis, mas nunca atraiu a atenção da grande imprensa, que conferiu celebridade e reconhecimento a outros líderes dos direitos civis da sua época. Em 1994, o então presidente Bill Clinton concedeu-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade, maior condecoração para um civil dos EUA. Em 2004, Height voltou a ser condencorada, desta vez, com a Medalha de Ouro do Congresso. Acabou por falecer hoje, aos 98 anos.

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Petição pela liberdade

Mais informação em http://todospelaliberdade.blogs.sapo.pt/

Mais uma activista silenciada para sempre.

A activista da OnG Memorial, Natalia Estemirova, foi encontrada sem vida no passado dia 15 de Julho na Inguchétia. A activista dos direitos humanos, estava a investigar centenas de casos de alegados raptos, tortura e assassínios extra-judiciais por tropas russas ou forças para-militares na Tchetchénia.O seu silenciamento definitivo, foi a única solução encontrada pelo governo russo ou Tchetcheno, para abafar as denúncias de Natalia Estemirova sobre a violação dos direitos humanos cometidos na Tchetchénia.

Memorial 9 de Novembro

No dia 7 de Novembro de 1988, durante o governo José Sarney, os metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, Brasil, entraram em greve, ocupando a fábrica. A greve tinha como objectivo protestar contra o Conselho de Administração da Empresa, que recusou, aceitar três das reivindicações dos trabalhadores, reivindicações tão humanas, como, readmissão dos trabalhadores demitidos; a redução de 8 para 6 horas da jornada de trabalho de actividades ininterruptas e o reajuste salarial. O presidente José Sarney autorizou o Exército a invadir a fábrica, na noite de 9 de Novembro, soldados do Exército, vindos de Valença e Petrópolis, e do Batalhão de Choque da Polícia Militar dispersaram uma manifestação pública pacífica em frente ao escritório central da companhia e invadiram a fábrica, atirando nos operários, ferindo dezenas de operários, entre eles, encontrava-se, William Fernandes Leite, 22 anos; Valmir Freitas Monteiro, 27 anos; Carlos Augusto Barroso, 19 anos, que acabaram por sucumbir neste incidente. Após o assassinato, destes três operários, os trabalhadores continuaram a sua greve, até ao dia 23 de Novembro, tendo conquistado todas as suas reivindicações, pelas quais lutavam. Em homenagem, a estes três operários assassinados, o arquitecto Óscar Niemeyer, projectou o Memorial 9 de Novembro, sendo este monumento, também ele, alvo de violência, através de um atentado à bomba, que destruiu parcialmente o Memorial, ficando este tombado para a frente, apenas preso pelo ferro da armação. Niemeyer fez questão de reinaugurar o Memorial 9 de Novembro, mantendo as marcas da violência, para que estas ficassem para sempre.

As mortíferas prisões S 21

Durante o jugo de Pol Pot e do regime Khmer Vermelho, entre 1975 e 1979, perto de 15.000 pessoas, foram, presos, interrogadas, torturadas e posteriormente executadas no centro de detenção S21,localizada na cidade de Phnom Penh. A S-21 era a principal prisão, à qual muitos olhavam, como um campo de concentração. Actualmente é um museu.
O Khmer Vermelho foi, o regime que comandou os destinos do Cambodja de 1975 até 1979 e foi responsável pela morte de aproximadamente 2 milhões de pessoas, por intermédio de execuções sumárias, fome, tortura ou trabalhos forçados, a maioria nos chamados “campos da morte”. As vítimas eram executadas e torturadas com pedaços de pau, varas de bambu, machados ou espadas.