Saara Ocidental, um deserto em disputa.

Saara Ocidental, é um território africano, tendo como países limítrofes, Marrocos, Mauritânia e Argélia. Em 1884, ficou sob o jugo espanhol, que perdurou até 1975, altura em que os espanhóis abandonaram o território, deixando para trás, um povo sem infra-estruturas, a completamente analfabeta, sem meios de subsistência. Durante este processo de descolonização, o governo mauritano e marroquino, aproveitaram para anexar parte do território Saariano ao seu, invocando razões históricas para tal. A 27 de Fevereiro de 1976, o movimento Frente Polisário, proclama a independência da República Árabe Saauri Democrática. A génese deste movimento, deveu-se a necessidade de proteger a soberania do território, contra as invasões da Mauritânia e Marrocos, assim como, a necessidade de proteger recursos naturais do Saara Ocidental, como o fosfato e a pesca, actualmente explorado por Marrocos. O movimento e o governo marroquino, assinaram um cessar-fogo em 1988, tendo acordando posteriormente, a realização de um plebiscito para 1992, plebiscito esse, que nunca foi realizado, devido divergências, sobre quem deve votar.Marrocos quer que seja toda a população residente em Saara Ocidental, a Frente Polisário, quer que seja só os habitantes contabilizados no censo de 1974, isto é, para impedir a votos dos marroquinos que emigraram para a região desértica, depois de 1974.

Actualmente, a economia no Saara Ocidental é bastante primária, a maioria da população é iletrada, o que dificulta a realização de um referendo proposto por ambas as partes em conflito, a nível de infra-estruturas, o país encontra-se ainda bastante atrasado.
Politicamente e socialmente, a comunidade Sarauí encontra-se fragmentada, os Sarauís que vivem na região votam nas eleições em candidatos marroquinos. Os que vivem na Argélia (que são a maioria), na condição de refugiados, escolhem os seus líderes Sarauí. Perante a comunidade internacional, tendo este conflito, uma menor presença no discurso mediático, este é um assunto que ainda fragiliza a imagem de Marrocos no exterior e também a própria comunidade internacional, face incapacidade da ONU em encontrar uma resolução pacifica para a região, naquele que é o mais longo conflito em África.

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